Projetos

Estruturação de Analytics Engineering com dbt

Databricks
SQL
dbt

Boas práticas aplicadas em dbt.

Imagem ilustrativa do projeto.

Contexto do problema


O ambiente analítico tinha baixa padronização técnica, transformações eram desenvolvidas de forma manual, sem um padrão único de modelagem, sem validações automáticas e com pouca previsibilidade entre ambientes. Isso gerava:

  • Dificuldade de escalar novos modelos dbt.
  • Risco de inconsistência nos dados por ausência de contratos e testes.
  • SQL sem padrões de código e difícil de manter.
  • Diferenças de comportamento entre desenvolvimento, validação e produção.
  • Retrabalho no processo de revisão e produtização.

Solução


Foi realizada uma estruturação completa do projeto com foco em engenharia de dados moderna, qualidade e governança, usando o dbt.

1) Arquitetura de projeto dbt por camadas

A modelagem foi organizada em uma estrutura clara e evolutiva:

  • 1_staging: padronização das fontes e normalização inicial.
  • 2_intermediate: regras de negócio reutilizáveis e consolidações.
  • 3_marts: modelagem dimensional (fatos e dimensões) para consumo analítico.
  • 4_serving: tabelas finais para produtos de dados e consumo downstream.

Essa separação ajuda na legibilidade, reuso e isolamento de responsabilidades.

2) Modelagem de dados com foco em qualidade semântica

A modelagem foi implementada com princípios de Data Warehouse e Analytics Engineering:

  • Uso de natural keys e surrogate keys conforme o papel da entidade.
  • Definição explícita de granularidade por modelo.
  • Construção de fatos e dimensões com chaves de integração consistentes.
  • Snapshots para preservar histórico de mudanças em entidades sensíveis.
  • Documentação funcional e técnica em YAML para modelos e colunas.

3) Boas práticas de dbt e governança de projeto

O projeto foi padronizado com práticas que sustentam escala:

  • Organização de schemas por domínio.
  • Tags para segmentação e execução seletiva.
  • Materializations adequadas por camada.
  • Controle de mudança de schema (on_schema_change) para reduzir quebra silenciosa.
  • Contracts ativados em camadas críticas para garantir consistência de interface de dados.
  • Uso de pacotes do ecossistema dbt para produtividade e qualidade.

4) Qualidade de código SQL com SQLFluff

Foi implementado um linting com SQLFluff, com regras de estilo e estrutura para manter consistência de código:

  • Padronização de formatação SQL.
  • Redução de ambiguidades de escrita.
  • Melhoria da legibilidade de queries complexas.

Resultado: menos divergência de estilo, menor custo de manutenção e revisão mais objetiva.

5) Testes dbt como gate de confiabilidade

Foram estruturadas validações em múltiplos níveis com testes dbt:

  • not_null para colunas críticas.
  • unique para unicidade de chaves.
  • accepted_values para domínios controlados.
  • Testes em modelos dimensionais e fatos para proteger regras de negócio.

Com isso, qualidade deixou de ser manual e passou a ser parte nativa da esteira técnica.

6) Profiles robusto para múltiplos ambientes

O arquivo profiles.yml foi estruturado para suportar fluxo multiambiente com isolamento e segurança:

  • Targets dedicados para dev, ci, hml e prd.
  • Separação de credenciais por ambiente.
  • Padrão consistente de configuração de catálogo/schema.
  • Autenticação apropriada para execução local e pipelines.
  • Previsibilidade do comportamento do dbt entre todos os estágios.

Esse desenho eliminou “funciona no meu ambiente” e aumentou a confiabilidade de promoção entre ambientes.


Resultados


✅ Padronização técnica real: arquitetura, nomenclatura e práticas passaram a ser uniformes.
✅ Mais confiança em produção: linting + testes + contracts reduziram risco de incidentes.
✅ Maior qualidade de modelagem: modelos mais claros, auditáveis e fáceis de evoluir.
✅ Adoção positiva pelo time: analytics engineers passaram a reportar feedbacks consistentemente positivos sobre o novo fluxo.
✅ Manutenção menos custosa.